O Terminal de Autoatendimento BMG foi criado, inicialmente, para execução de simulações de empréstimos consignados em pontos estratégicos de potencial mercado para o produto. Em um segundo momento, o escopo do projeto foi ampliado para a efetivação do empréstimo com a coleta da assinatura do beneficiado através de um dispositivo específico. O projeto do terminal contempla ainda câmera, e impressora térmica.

A criação da interface gráfica do software de autoatendimento, tem como aspecto primordial a preocupação com a usabilidade e o sucesso das operações. Com este objetivo, nos esforçamos para tornar a aplicação o mais intuitiva possível, com uma quantidade limitada de escolhas em cada tela, guiando o usuário ao máximo para o alcançe do seu objetivo. Os elementos de tela, suas dimensões e localizações têm fundamento em pesquisas, estudos e testes aplicados.

Outro aspecto da criação da interface é a aproximação com os padrões visuais da instituição BMG. Foi levado em conta, cores e formas presentes na identidade visual do Banco BMG, direcionando a criação no mesmo sentido.

A aplicação desktop roda em full screen, com resolução de 1024px por 768px. O Cursor oculto facilita o foco na tela inteira ao invés de somente no cursor.

O branco sólido presente no fundo, facilita leitura, evita reflexos de luz ambiente e torna imperceptíveis as manchas de gorduras dos dedos. O uso de fotos como fundo, além de causar confusão na identificação dos elementos de tela, dificultam a leitura dos textos.

O vermelho e o verde auxiliam as ações de retroceder e avançar, respectivamente na operação. As cores também são utilizadas para diferenciar ações (botões com diferentes cores) e áreas que precisam de destaque, como avisos importantes ou telas que tenham novo contexto (caixas com número de telefone, fotos de produtos, animação…). Isso facilita o entendimento gerando motivação para o avanço da operação.

Nos botões onde o label (texto) é dinâmico, o arquivo usado é apenas o fundo, gerado de um arquivo de corel em RGB para um arquivo de extensão SVG ( Scalable Vector Graphics), mais indicado para variações de tamanho. Os demais arquivos são imagens em PNG, onde o texto já faz parte da imagem.

Em geral, para os usuários do terminal, que não são necessariamente familiarizados com o teclado de um computador, a melhor opção é o uso do teclado numérico “telefônico” e alfanumérico ordenado alfabeticamente.

As abas são um recurso usado para disponibilizar um número de opções maior do que cabe em uma tela.

Elementos e técnicas que ajudaram na organização de agrupamentos funcionais na tela:
- Linhas divisórias
- Proximidade, similaridade…
- Espaços em branco
- Quadros
- Formas
- Tamanho e atributos de textos, cores e estilo.

Eu e a equipe envolvida no desenvolvimento do projeto, criamos um documento em PDF no qual é possível visualizar todo o fluxo das operações de simulação e contratação. O objetivo básico deste documento é auxiliar o atendimento dos operadores do call-center e o entendimento dos profissionais do banco envolvidos no projeto.

O Terminal

O gabinete foi desenhado no estilo “kiosk”. Partimos da premissa de que o usuário se relaciona com o equipamente em pé, olhando para frente. As formas sugerem simplicidade e robustez. As cores seguem os padrões do Banco BMG.
A tela e o telefone de contato com o call-center foram posicionados a uma altura média de 136 cm.

A plataforma de apoio das mãos, onde se encontra o dispositivo de assinatura, está a 92,3 cm de altura. O material utilizado foi o aglomerado, MDF, metal, fórmica e adesivo.

Zé Letrônico

Com a intenção de tornar o terminal e a experiência do usuário menos fria e mecânica, criei um personagem simpático. O Zé Letrônico ajudaria na aceitação pelo público e facilitaria a prolongar o contato com o usuário, uma vez que este poderia levar o personagem e montá-lo, como mostra uma das telas de descanço da aplicação abaixo.

Filipeta para montagem, disponível nos terminais.